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quinta-feira, 13 de março de 2014

A Hanseníase ainda existe!

A Hanseníase ainda existe!

Foto de Rene Mass – 2011
A afirmação é do Secretário Estadual da Saúde Ciro Simoni do Rio Grande do Sul, que em um comentário encerrou a polêmica sobre a possibilidade de transformação do Hospital Colônia em Viamão em um hospital popular, para atingir outros segmentos da sociedade Viamonense, argumentou:
“A comunidade da associação nacional de luta contra a Hanseníase é sim muito presente e atuante e tem neste local uma referência nacional, esta portanto, descartada a utilização desta área para fins outros que o atual!”
A afirmação retira a dúvida que pairava sobre o debate, pois o próprio Diretor do Hospital Colônia de Viamão, Alexandre Godói tinha por esperança modificar esta situação, por certo não teve diálogo direto com o Secretário como foi o nosso caso, meu e do Jornalista Ronaldo Bonemann, que me acompanhava na hora em uma reunião para tratarmos deste e de outros assuntos com o Secretário de saúde do Estado. O “ruído” de comunicação é estranho por que ambos são do mesmo partido, por isto não deveria ocorrer este problema.
Quem está errado nesta situação, se é que está? Ora, Godói como Diretor do Hospital por certo viu potencial ampliado do mesmo e ao prestar a entrevista: 
http://jornalcorreiodeviamao.com.br/2013/09/30/alexandre-godoy-fala-so-depende-municipio/ tinha boa intenção, cremos, mas antes de promover tal afirmação deveria consultar o Secretário e até mesmo agilizar contato com o Prefeito e o Secretário municipal de Viamão. Mesmo sendo Secretário Estadual, Ciro Simoni depende de discussão deste tema com a Assembléia Legislativa e com o Governador, Secretário não decide nada sozinho, não em um sistema democrático real! Fazer parte do poder executivo não nos torna todo poderosos, como muitos pensam e o que parece as vezes falta de vontade política é na verdade um respeito a vontade da maioria que necessita de algo do modo que está. As vezes, manter algo, preservar algo, é uma conquista maior que destruir e refazer este algo.
Alexandre Godói sendo entrevistado por Antonio Ilha na Rádio Itapuã FM em Viamão
Para lhes lembrar, “Hanseníase” é o nome de uma doença que até a descoberta da sua cura pelo médico Gerhard Hansen, tinha o nome de “Lepra” e sim, ainda existe, sendo que o local de tratamento é ainda o hospital de Viamão. Hoje tem cura, tem tratamento, mas o desconforto social é tremendo e é necessário um local específico para abrigar estes pacientes em casos deste tipo. Viamão é referência nacional nestas situações. Por certo que para os cidadãos de Viamão seria muito mais “útil” um hospital em sua cidade que atendesse a todos e não só uma especialidade. Mas quantos gostariam de conviver com portadores desta doença? Quantos se dispõem a isto? Lembrando que a lepra era a AIDS nos tempos bíblicos e que sim, é contagiosa sem os cuidados necessários!
Podemos culpar o Diretor Godói por tentar algo mais amplo, qualificando a saúde regional? Talvez, mas isto é problema partidário, é problema político, pois de fato houve ruido de comunicação, mas, como disse acima, foi com boa intenção, a de qualificar ao máximo a estrutura oferecida em serviços para a comunidade. Deve ter visto potencial, deve ter entendido como administrador que havia sim condições para tal postura, isto por si só é louvável, não pejorativo. No entanto, a demora de efetivação de sua proposta lhe criou desconforto político e social, pagou de mentiroso, tentando fazer o bem simplesmente.
Quantos de nós não tentam fazer algo pelo melhor e não conseguem? Somos culpados de tudo que erramos? Houve um erro sim, um erro, falta de comunicação, pura e simples! Lamentamos informar ao povo de Viamão que não há possibilidade de transformar o Hospital Colônia em Hospital social, pois ele é muito importante como é, é sim necessário, útil e é uma referência nacional, palavras estas afirmadas e confirmadas pelo Secretário Estadual de Saúde Ciro Simoni. Esperamos, com este artigo encerrar a polêmica sobre o tema. Para que haja um hospital em Viamão, será preciso criar um novo, não utilizar esta estrutura física!

Antonio Roberto Vigne – Cientista Político – Colunista Político

Projeto Maçônico de combate a drogadição será lançado em Viamão!

Projeto Maçônico de combate a 

drogadição será lançado em Viamão!


Reportagem de Antonio Roberto Vigne e Ronaldo Bonemann
Fotos de Antonio Roberto Vigne

Entrevista exclusiva: Romildo Bolzan fala do futuro do PDT e do Grêmio!

Entrevista exclusiva: Romildo Bolzan 

fala do futuro do PDT e do Grêmio!

Romildo Bolzan Júnior – Olha, o PDT vive um momento extremamente importante na conjuntura Estadual. Por quê? Por que o PDT, a partir das eleições de 2012, ao vencer as eleições de Porto Alegre e Caxias do Sul, tendo aumentado o seu número de Prefeitos e Vice-Prefeitos e também de Vereadores, o PDT também criou uma conjuntura extremamente favorável a partir do aumento nominal de seus votos, ele saiu de seiscentos e cinqüenta mil votos para um milhão, duzentos e cinqüenta e cinco mil votos!  O PDT hoje é uma força política que administra 22% de todos os recursos municipais realizados no Rio Grande do Sul. Então isto é um fato extremamente importante, é um fato para a população, para espelhar políticas públicas e mostrar para a população do Rio Grande um partido que está ativo, vivo, e um partido que procura se acreditar cada vez mais como um partido de opção concreta ao poder. Esta conjuntura é uma conjuntura que nós temos que nós temos que examinar a partir de 2012, mas também examinando 2014 e 2018! Nós não podemos ter a simples visão de que fomos bem em 2012, que já vamos logo em seguida para 2014, fazer o que temos que fazer. Não! Nós temos que preparar este ambiente e é o que estamos fazendo agora com reuniões regionais avaliando a nossa conjuntura política, preparando as chapas proporcionais, conversas com os partidos e colocando o debate sobre candidatura própria ou alianças e se tiver alianças, com quem. Nós já tivemos 13 reuniões de um total de 38.
Antonio Roberto Vigne – Já tem alguma prévia?
Romildo Bolzan Júnior – Têm prévias! As prévias demandam uma tendência de candidatura própria, mas para termos candidatura própria ela precisa estar viabilizada e com nome capaz de…
Antonio Roberto Vigne – Tem surgido algum nome?
Romildo Bolzan Júnior – Têm surgido vários nomes! O nome do Vieira da Cunha é um nome que se colocou no processo de maneira: “Eu sou candidato! Não serei candidato a outra coisa! Sou candidato a Governador” Outros nomes lembrados tem muito a ver com as questões regionais, o próprio Afonso Motta, o próprio Kalil Sehbe, enfim, são nomes que se colocaram no processo de uma maneira mais tranqüila, porém, não verdadeiramente como candidatos. Candidato mesmo só se colocou o Vieira, porque ele não concorre a outra coisa, só concorre a Governador do Estado! Então o partido está tentando viabilizar, não o nome dele, mas tentar viabilizar a candidatura própria, isto é fundamental e sempre com visão em 2014 e 2018.
Antonio Roberto Vigne – O Pompeu de Mattos foi vice da chapa na última eleição, com o Fogaça.
Romildo Bolzan Júnior – O Pompeu se prepara para ser candidato a Deputado Federal! Ele não está na majoritária, isto é uma opção já feita e eu acho que ele esta correto, não queima tempo em coisa que não vão acontecer para ele e fez uma opção pessoal, já está pronto, já está fazendo, destinou o seu objetivo de eleição para Deputado Federal e vai por ali.
Antonio Roberto Vigne – Candidatura própria com o nome do Fortunati como Prefeito facilita o acesso, mas vai disputar, por exemplo, com Ana Amélia Lemos.
Romildo Bolzan Júnior – É, mas o Fortunati não pode se licenciar e renunciar ao cargo de Prefeito para se candidatar a 2014. Fortunati tem que cumprir o mandato até 2016!
Antonio Roberto Vigne – E esta é a visão dele também?
Romildo Bolzan Júnior – Esta é a visão dele também! O Partido também tem esta visão, o partido conclui a visão, conclui o mandato dele até 2016, se prepara para 2018 porque ele passa a ser um candidato forte no processo! Não adianta querer dizer que Fortunati… não, não precisa queimar esta etapa, esta etapa o partido tem que queimar com a perspectiva, talvez. Se por exemplo, eu vou pegar alguns nomes, entre Tarso, Ana Amélia, Vieira, José Ivo Sartori, existe diferença de qualificação entre os quatro? Não, todos são pessoas qualificadas, ética e moralmente comprometidas.
Antonio Roberto Vigne – Talvez em índice de rejeição!
Romildo Bolzan Júnior – E ai o que acontece? Então, na nossa avaliação a eleição de 2014 está completamente aberta! O processo político e o processo eleitoral como têm acontecido em todas as eleições anteriores, é que vai mandar quem vai ser o próximo governador do Estado, não tem favorito e não tem reeleito.
Antonio Roberto Vigne – O PP é um partido que apesar de não ter grandes estruturas em todos os municípios, tem uma sede em cada município praticamente, o PDT apesar de não ter uma sede uma sede em cada município, não está organizado em todos os municípios do Estado, ele é um dos partidos que se não me engano é a terceira ou segunda maior força política do Estado do Rio Grande do Sul em matéria de estruturas administrativas. O índice de rejeição da Ana Amélia ela não tinha até a última eleição, até a última campanha, mas, com o apoio a Manuela ela criou um índice de rejeição que não era dela, necessariamente, mostrou que é mais Ana Amélia que propriamente PP, uma questão de fidelidade partidária. Há o interesse do PDT em agregar forças com algum partido, como o PMDB, que foi dobradinha e está com o Fortunati agora na Prefeitura, de repente formar uma dobradinha com o PMDB ou com algum outro partido, para exatamente fortalecer a proposta de candidatura própria do PDT e alçar um vôo, uma ampliação das bancadas regionais?
Romildo Bolzan Júnior – É possível! Esta conjuntura toda ela que tu colocastes é possível que aconteça e é um cenário a ser visto! Mas o PDT ruma hoje para duas posições, no meu entendimento, ou a candidatura própria na viabilização, e ruma, se não tiver uma candidatura própria para uma aliança onde nós estamos, com o próprio partido dos trabalhadores! Por quê? Por que é muito difícil tu substituir uma posição! Como é que tu não vai manter coerência, como é que tu vai da situação para a oposição? Um vôo de candidatura própria é legítimo!
Antonio Roberto Vigne – O PDT com o PT para candidatura estadual?
Romildo Bolzan Júnior –  Sim! Isto é uma questão, para mim, de coerência! Hoje em dia está muito difícil de justificar a mudança de postura tão rápida! Hoje estou de um lado, daqui a pouco estou do outro, eu acho isto terrível, é até preferível tu morrer, se tiver de morrer tu morre onde tu está, se tiver de ganhar, tu ganha. Por que na verdade não tem discussão de comportamento, de postura e acaba te queimando.
Antonio Roberto Vigne – Mas isto parte do pressuposto que o Tarso Genro não vai querer fazer reeleição.
Romildo Bolzan Júnior – Eu parto do princípio que o PDT terá um papel importantíssimo em uma chapa desta natureza! Se o PDT tiver um papel de importância, de compartilhamento de governo e de núcleo de governo, de cargos chaves, inclusive a vice-governança, tudo bem, vamos lá! Agora, isto é um pressuposto! Se não tivermos isto, claro, se não tivermos isto nós não vamos nem para o debate. O PDT com a importância que ele tem hoje tem de estar em uma posição importante.
Antonio Roberto Vigne – Pela grandeza e história do PDT no Estado do Rio Grande do Sul?
Romildo Bolzan Júnior – Sim!
Ronaldo Bonemann – Eu queria que o Presidente falasse um pouco de sua carreira política, como começou, o Sr. começou a carreira política em Osório.
Romildo Bolzan Júnior – Na verdade, eu não tive algumas opções na vida! Fiz três opções na vida que eu acho que são fundamentais, mas eu não tive muita chance de fazer diferente, vamos combinar assim, uma porque me criei em um ambiente político, nasci e o meu pai era Vereador, Diretor de Escola em Osório e logo em seguida, três anos depois ele se elegeu Prefeito, eu convivi, nasci com o meu pai Prefeito e no final de semana, Osório era um município muito amplo, pegava de Mostardas até Torres, naquela oportunidade todo o Litoral fazia parte, Tramandaí, Cidreira, Magistério, Imbé, Xangrilá, Arroio do Sal, Capão da Canoa, então, na verdade e mais interior de Osório, Maquiné, Itati, Itajaí, todos hoje, tudo município. Então, o que era o meu fim de semana? O meu pai me botava no carro junto com ele e eu ia,na verdade, conviver com este ambiente de pessoas muito mais velhas que eu, que pelos meus seis, sete, oito anos de idade, meu ambiente de convivência era com uma turma de políticos que administrava o município de Osório. Eu estava sempre do lado do pai, o pai me botava no carro, aquela coisa de italiano, o filho primogênito, bota do lado, bota em baixo do braço e vai junto, eu ia também com ele.  E ele era advogado, eu também sou advogado, na verdade as minhas opções tiveram muita influência dele!
Ronaldo Bonemann – E como é que chegou o PDT na sua vida?
Romildo Bolzan Júnior –  Por causa dele! O pai foi Diretor de Escola em Osório, o pai já era trabalhista, foi Diretor de Escola na época do Brizola, o Brizola deu um projeto enorme de uma escola quando o pai era Diretor que hoje é uma escola, naquela época era consagradíssima e continua sendo consagrada, com base naquilo ele virou Prefeito. O pai sempre teve uma admiração enorme pelo trabalhismo, por convicção, por filosofia de vida e por afinidade política com o Brizola e acaba com isto acontecendo e eu fui na esteira de meu pai. E eu com 21 anos me elegi Vereador de Osório, estava me formando em Direito naquela oportunidade, depois me elegi Vice-Prefeito, depois me elegi Prefeito, depois me elegi Prefeito e me elegi Prefeito, fui Secretário Geral do Partido, Presidente do Partido, a seis anos, e esta vida política para mim eu faço ela rigorosamente dentro deste ambiente que me foi quase que um ambiente familiar, de conceito familiar!
Antonio Roberto Vigne – E, diga-se de passagem, depois que ele assumiu, ficou insubstituível, ninguém mais esta querendo disputar porque ele está fazendo uma excelente administração.
Ronaldo Bonemann – O Sr. é candidato a Deputado Estadual?
Romildo Bolzan Júnior – Não! Eu não tenho nenhuma vontade de nada, o Ciro é o nosso candidato a Deputado Estadual, o Ciro vai repetir o mandato!  Eu não sou candidato a nada e não tenho mais interesse em disputar mandatos! Mas ter vida partidária sim! O meu ciclo de Prefeito na cidade de Osório também encerrou, elegemos um sucessor, está lá um rapaz nosso, é nosso, do PDT, está lá administrando! O ciclo de candidatura, de mandato, de buscar mandato eu não passo mais por isto, mas o ciclo de militar politicamente está longe de ser encerrado! Então, na verdade eu quero ficar na vida partidária. É o que eu quero!
Ronaldo Bonemann – E ser o Presidente do Grêmio ai sim?
Romildo Bolzan Júnior – Isto é outra coisa!
Risos!
Ronaldo Bonemann – A veia de Jornalista esportivo!
Romildo Bolzan Júnior – O nosso time está em um momento histórico! Porque ele vai ter que criar uma modelagem de financiamento de auto-sustentação, próprio, diferente tudo daquilo que se viu até hoje.
Antonio Roberto Vigne – É poder demais ser Presidente do Grêmio e ser Presidente do PDT!
Risos!
Ronaldo Bonemann – E o problema com a OAS e a Arena já está resolvido?
Romildo Bolzan Júnior – Ele se encaminha para uma solução por que vai ter que chegar a este ponto da solução! Tem trabalho no sentido da aproximação das partes, da organização de pontos que tenham afinidade de resolução. Eu tenho pra mim que logo em seguida nós vamos ter pelo menos o encaminhamento desta solução, desta questão que está mal resolvida e que vai ser resolvida.
Ronaldo Bonemann – E o problema do Luxemburgo, foi em consenso a permanência ou não?
Romildo Bolzan Júnior – A avaliação que fez a Presidência e o Departamento de Futebol foi a avaliação que há espaço ainda para crescer, que há espaço para conviver e que há espaço para evoluir! Não é um ciclo encerrado! É porque o ciclo se torna encerrado quando elimina-se todas as condições de convivência, vestiário, Direção, Treinador, os Jogadores, não é isto que está acontecendo! Agora, o que está acontecendo é que damos um voto de confiança, um crédito para este grupo, que é um grupo forte e que tem esta perspectiva do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, na verdade vai ter de dar resultado ali. Faltou envolvimento, faltou um envolvimento emocional, inclusive do grupo para dar resultados, faltou mais empenho, faltou mais comprometimento, tudo isto é verdadeiro! E eu acho que o grupo ficou devendo isto para a torcida e tenho para mim que vai querer se recuperar até para não perder preço!
Antonio Roberto Vigne – Me lembrando de um momento do Internacional, onde Pedro Paulo Zachia disse: “Nós vamos mudar não mudando!”.
Romildo Bolzan Júnior – E na época o Treinador era o Celso Roth! É, estas acontecem, mas tem que ver se as coisas que possam causar estes problemas, estas questões se superam, se estas questões são superáveis claro que consegue. Não existe futebol sem um grupo bem tramado emocionalmente, não existe futebol de um grupo que não está solidário, não existe a cumplicidade de jogar bola, isto significa estar dentro de campo, se protegendo, se cobrindo, se ajudando, todos eles olhando o jogo de uma maneira coletiva. Não existe também vestiário se não houver cumplicidade, se faz um ambiente de família e o resultado sempre pode ser melhor. Se tu faz um ambiente impessoal no futebol não existe a possibilidade de sucesso! Para mim, eu fiz futebol na minha vida lá de Osório, seja como Jogador, como Dirigente, sempre foi isto, tínhamos uma vida que independente da questão de jogar bola e ganhar dinheiro, tínhamos um envolvimento pessoal de compromisso, nós temos um objetivo e queremos que emocionalmente isto esteja compromissado conosco mesmo! O cara vai jogar futebol sabe o que faz! Eles entram em campo e não precisa de muita orientação, ele sabe onde está o furo, sabem onde está falhando, sabem quem está com problema, sabe onde o time adversário está apostando e está indo para cima. O Jogador de futebol sabe tudo isto, isto quer dizer, eles ajudam ou destroem e eu acho que para o Grêmio não houve este comprometimento de fazerem esta cumplicidade de fazer eles passarem por cima de todas estas dificuldades, estas deficiências de time e de jogadores.
Ronaldo Bonemann – Mas que o Luxemburgo é meio marrento é! Não é verdade?!
Risos!
Romildo Bolzan Júnior – O homem é um super campeão, tem a vida feita, o homem está com a bola cheia!

Antonio Roberto Vigne e Ronaldo Bonemann

Entrevista com o Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre



Entrevista com o Presidente da 

Câmara Municipal de Porto Alegre


Vereador Dr. Thiago Duarte – Talvez esta área pertença a República Independente do Lami e Adjacências?!
Risos
Ronaldo Bonemann – Se fosse o caso, uniria duas áreas muito sofridas, a de Itapuã, de Viamão e do Lami, de Porto Alegre, com as mesmas dificuldades. E a idéia dos Itapuenses é exatamente esta de, quem sabe, unir Lami e Itapuã e criar um só município.
Antonio Roberto Vigne – Processo emancipatório, caso ninguém queira se responsabilizar de fato pela área.
Ronaldo Bonemann – O Vigne fez esta introdução, mas eu queria que o Sr. falasse um pouco de sua trajetória política, um de como o Sr começou. O Sr. é médico ginecologista.  Como começou a idéia de se inserir na política?
Vereador Dr. Thiago Duarte – Sou médico, fiz minha formação em medicina e comecei a minha residência médica no Hospital Presidente Vargas em Porto Alegre em gineco e obstetrícia. Lá, no segundo ano eu comecei a minha formação jurídica e fiz Direito, na Pontifícia Universidade Católica, tanto que eu era Professor de Medicina legal na UFGRS, no curso de Direito e nos outros turnos eu era aluno da PUC, além da residência. Eu acabei acumulando estas duas formações e no último ano de residência, em 1999 e 2000, eu ingressei na Prefeitura por Concurso Público e fui encaminhado ao Posto de Saúde do Lami.
Antonio Roberto Vigne – Com proximidade de Viamão total!
Vereador Dr. Thiago Duarte – Eu comecei como ginecologista e acabei como médico do Lami, a posição ao qual me encontro inclusive hoje. Foi um compromisso desde a primeira campanha de que eu não ia deixar de atender, o que eu continuo fazendo hoje, lá! Eu nunca concorri a Diretório Acadêmico, a Centro Acadêmico, nunca concorri a nada disto, sendo uma vez apenas líder de turma no Rosário, mas nunca concorri a nada e daí por influência de algumas pacientes, em 2003, me disseram: “Ah, mas o Sr. questiona, diz que tem diversas coisas erradas, o Sr. poderia fazer algo mais consistente!” Digo, tipo o que, além reclamar? “O Sr. poderia concorrer então, o Sr. reclama tanto, então concorra!” Então ta, vou me filiar a um partido! Venho de uma história trabalhista, o meu pai sempre foi trabalhista e graças a uma bolsa do Brizola, ele diz até hoje, pôde se formar em Direito! Aliás, como devem ter percebido quando passaram por aquela sala, tem gente que tem foto do Lula na parede, tem gente que coloca a foto da Dilma na parede, tem gente que coloca a própria foto na parede, eu coloquei a foto do meu pai e da minha mãe! Através da influência do meu pai eu investi no PDT e ai concorri em 2004 e fiz campanha basicamente nos arredores do posto e com as pessoas da família e obtive, em um mês e meio de campanha, 2.495 votos. A partir daí, ingressa na Secretaria, creio, o melhor Secretário da Saúde que o município de Porto Alegre teve nos últimos vinte anos, Dr. Pedro Guss, que não era político também e tinha sido meu professor no Hospital de Clínicas, foi paraninfo da minha turma e ele me convidou para coordenar todo o distrito sanitário ao qual o Posto do Lami fazia parte, eu passei a ser Gerente Distrital de Saúde da Restinga e Extremo Sul. O Dr. Pedro me convidou! Proctologista do Hospital de Clínicas e daí, com todas as carências da região que ele sempre me perguntava ele dizia: “Thiago, mesmo com toda a dificuldade, a região que menos me dá trabalho é a Restinga e o Extremo Sul, que eu me sinto mais em dívida por ser a região mais vulnerável da cidade em termos de saúde! “ Pois é Dr. A gente tem se esforçado bastante lá? “O que tu achas que é mais importante para a Restinga e os usuários dela?” Olha Dr. Pedro, tem duas coisas que são muito importantes para aquela comunidade lá, que eu já trabalhava a oito anos, a primeira é de alguma forma atuar no combate a drogadição e a segunda é o planejamento familiar! “Você acha?” Eu acho! Nós já havíamos ido nas escolas e lá feito o diagnóstico de que 30% das grávidas da Restinga e do Extremo Sul são adolescentes.
Antonio Roberto Vigne – Um problema similar em Viamão né?!
Vereador Dr. Thiago Duarte – É, e na Restinga e Extremo Sul temos a menor taxa de crescimento da cidade. Enquanto a cidade tem uma taxa de crescimento populacional de 1,2% a Restinga tinha, naquele momento 2,4%! E o problema não era informação! Nos fomos, eu e um grupo de Enfermeiras, Ginecologistas, Pediatras, em escolas falar sobre os cuidados anticoncepcionais durante um ano e a taxa de natalidade não se alterou. Então o Dr. Pedro me perguntou: “E como é se faz para reduzir isto?” Nós temos de usar o temos de mais moderno na tecnologia médica, temos de dar uma alternativa e ai surgiu o Projeto dos Implantes! Ai o Dr. Pedro conseguiu em uma parceria com o grupo Gerdau 2.500 implantes, que é aquele anticoncepcional que se coloca em baixo do braço, para a cidade de Porto Alegre e para inicialmente ser colocado nas pessoas que mais precisavam, as pessoas que queriam e nada foi feito contra a vontade, com as meninas da Restinga. Daí começamos aquele projeto, no qual ele determinou que eu fosse o coordenador de toda a cidade, sendo que, coloquei pessoalmente 178 na área da Restinga e lá a taxa de natalidade diminuiu em dois anos quatro pontos percentuais, a mortalidade infantil acompanhou isto!  Em nome disto, representando este Projeto, mais que o meu nome, eu concorri a segunda vez em 2008, indo para 6.100 votos, fiquei como vigésimo Vereador mais votado desta casa, mas, por ironia do destino eu fiquei como primeiro suplente do PDT, por 47 votos. Com a ascensão de dois secretários pelo partido após a eleição e de um Vereador a Deputado eu passei a titular e fiquei no mandato por quatro anos e concorri desta outra vez, sem nenhum grupo político me apoiando e tivemos este orgulho e, compromisso deste outro lado, de termos obtido 11.935 votos! Destes votos, eu gosto de deixar bem gravado, mais da metade deste votos foram obtidos na Restinga, Belém Novo, Ponta Grossa e lá naquela região e lá eu só obtive menos votos que o Prefeito, tive mais votos até que a candidata a Prefeitura em segundo lugar na região.
Antonio Roberto Vigne – Se tivesse saído Prefeito pela região teria ido para o segundo turno!
Ronaldo Bonemann – Esta é a idéia do Lami com Itapuã!
Risos
Vereador Dr. Thiago Duarte – Como muitos dos pacientes que eu atendo na Restinga são pacientes do Lami e do Cantagalo, já fiz muito partos de pacientes do Cantagalo e de Itapuã também, por uma solicitação dos pacientes eu comecei a fazer atendimentos periódicos no antigo Posto de Saúde do Cantagalo, já depois da ponte, ou seja, no Município de Viamão. Eu sempre escutei da população de lá que aquele Posto era inviável de se atender, então eu comecei a ir lá e atender e eu quero dizer que não é inviável de se atender lá! E é importante que o poder público e a Prefeitura de Viamão tenham outros olhos para aquela comunidade do Cantagalo, também a comunidade do Itapuã, mas principalmente a comunidade do Cantagalo. O Posto do Lami começou a credenciar as pessoas, mas de certa forma, também incorreta, da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, começou a desvincular estas pessoas do Lami!
Antonio Roberto Vigne – O Sr. está falando como Médico, não como Vereador e nem como político! O Sr. está dizendo que é viável ali?
Vereador Dr. Thiago Duarte – É viável! É viável o atendimento no Cantagalo! Tem uma estrutura pronta para prestar o atendimento! São cinco salas, com banheiro e uma população carente e organizada, para poder inclusive ajudar neste atendimento. O que fazem com o meu atendimento, eu vou lá todo mês!
Antonio Roberto Vigne – O que falta ali?
Vereador Dr. Thiago Duarte – Falta boa vontade e vontade política!
Ronaldo Bonemann – Um parêntese, estas duas carreiras, a de Médico e de Político, isto por enquanto não lhe prejudica, hoje o Sr. é o Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, a Capital do Estado, daqui a algum tempo isto não vai prejudicar a sua carreira de Médico? Não vai entrar em conflito?  E ai o que o Sr. vai escolher?
Vereador Dr. Thiago Duarte – O meu avô sempre costumava a dizer que a gente tem de dar atividade para aquela pessoa que está cheia de coisa para fazer. O que não tem nada para fazer não acha tempo! Eu já escutei muito, quando fui fazer o vestibular para Medicina, olha, vou fazer Medicina e Direito: “Não, não faz, por que ou vai fazer as duas mal ou tu não vais fazer!” Acabei fazendo as duas e olha que eu acho que não são incompatíveis! Não vão ser incompatíveis e acho que dá para conciliar bem e fazer com que isto potencialize as duas, ou seja, a minha ação como Vereador pode ajudar a minha ação como Médico e eu como Médico encaminho paciente com problema de mama, que eu sei que é urgente, como Médico e que o poder público não toma as medidas corretas naquele caso e eu como parlamentar, como político, eu posso cobrar para que isto efetivamente ocorra e acelere! O contrário também é verdadeiro, eu também como Médico, tenho vivências que os políticos, que os outros Vereadores não tem, então eles não falam com propriedade sobre determinados assuntos, principalmente na área da saúde!
Ronaldo Bonemann – Pois é, agora vou lhe deixar em uma sinuca de bico. O Sr. como Médico e como Político, vê alguma saída para a saúde?
Vereador Dr. Thiago Duarte – Vejo! Nós precisamos fazer um, eu escutava na época que nós saíamos da ditadura que precisaríamos fazer um pacto, e eu acho que na saúde nós precisamos fazer um pacto! Não é dizendo que os profissionais da saúde não trabalham, porque eles trabalham, trabalham bastante! Não é colocando todos os problemas da saúde nas pessoas que fazem o atendimento! Não é dizendo que os pacientes não sabem a onde ire por isto é que a saúde vai mal! Não é transferindo a culpa e a responsabilidade que nós vamos resolver o problema! Nós vamos resolver o problema tratando as pessoas! Os pacientes não vão mais agora no HPS ou no Clínicas, pois são mandados de volta de taxi, um absurdo, mas isto é uma outra conversa! Eu sempre costumo dizer: “Por que os pacientes vãos para as emergências? Eles vão para as emergências porque são inteligentes!” Porque sabem que lá serão atendidos! Não tem médicos nos Postos! As vezes muitos dos Postos não tem Médicos e os que tem os órgãos públicos não dão a possibilidade do Posto ser resolutivo.
Antonio Roberto Vigne – E isto não é um problema só de Porto Alegre?
Vereador Dr. Thiago Duarte – Isto é um problema global, é um problema, isto é um problema Estadual, isto é um problema Nacional, isto é um problema geral!
Antonio Roberto Vigne – Do SUS?
Vereador Dr. Thiago Duarte – Do SUS, isto é um problema do SUS!
Antonio Roberto Vigne – Agradecemos a entrevista!
Vereador Dr. Thiago Duarte – Eu que agradeço!
Entrevista de Antonio Roberto Vigne e Ronaldo Bonemann